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 Thiago Bandeira  
LIMITAÇÕES: O QUE FAZER?

Limitações:


O que fazer e o que não fazer em cada caso.


 


1-     Hiper-lordose: Projeção abdominal exagerada gerando pressão nos discos e vértebras lombares, de forma prejudicial, gerada geralmente por fraqueza da musculatura abdominal e muita força da musculatura lombar. Neste caso deve-se trabalhar a musculatura do abdome e alongar a lombar, tomar cuidado principalmente com os exercícios de glúteos que geralmente tendem à acentuar ainda mais essa postura e os exercícios com pressão vertical na coluna lombar, por exemplo o exercício de agachamento e de ombro.


2-     Cifose acentuada: projeção dos ombros à frente, geralmente excesso de força da musculatura do peitoral e falta de força da musculatura dorsal. Neste caso devemos trabalhar a musculatura das costas, principalmente com exercícios de remada e não esquecer da musculatura posterior do deltóide e alongar o peitoral, em alguns casos mais pronunciados não devemos nem trabalhar a musculatura do peitoral pois só dificultaria a melhora do quadro.


3-     Escoliose: desequilíbrio de esforço entre os lados do corpo, pode-se apresentar em 3 níveis: lombar, dorsal ou em “S”. Nos 3 casos devemos trabalhar com exercícios em que os braços façam esforços separadamente, principalmente os exercícios de costas, como remada unilateral, ou crucifixo inverso unilateral, e evitar os exercícios em que um dos lados pode auxiliar o outro lado, como o puxador com barra na frente ou atrás, ou remada curvada, pois esses exercícios sempre fortalecerão o lado mais forte e enfraquecerão o lado mais fraco.


4-     Condromaláscia : Desgaste da cartilagem da patela. Neste caso devemos utilizar exercícios com amplitudes reduzidas em que os joelhos fiquem o máximo do tempo em extensão. Em casos mais sintomáticos, não devemos aplicar sobrecarga vertical, como agachamento ou leg press, e devemos alongar a musculatura do quadríceps sem flexionar o joelho e alongar muito os isqui-tibiais, podendo até incluir alongamentos nos intervalos das séries.


5-     Geno valgum: Também conhecido como joelho em “X”, geralmente causado por uma hipotonia da musculatura dos adutores e do vasto medial e uma hipertonia da musculatura do vasto lateral e do glúteo mínimo e tensor da facia lata. Neste caso devemos trabalhar com a extensão dos joelhos em ângulos de 30° .  À partir da extensão dos joelhos até 30°  e retornando à extensão total dos joelhos, e também trabalho de adutores, mas nesse caso especifico devemos trabalhar com os joelhos em extensão para trabalhar também os adutores que atravessam essa articulação e não utilizarmos da maquina de adução, pois essa pela ergonomia da maquina e construção voltada para o trabalho com os joelhos flexionados, pouco ajudara, Outra estratégia será colocar uma medicine ball entre os joelhos, pressionando-a nos exercícios bi-articulares de membros inferiores, como o leg press e o agachamento, também pode-se utilizar esses exercícios em ângulos de 30° .


6-     Hérnia de disco lombar: Rompimento do disco inter-vertebral lombar total ou parcialmente, geralmente causado por excesso de esforço  prolongado em posição não adequada, idade avançada ou pré-disposição genética. Aqui todo cuidado é pouco. Teremos casos sintomáticos e assintomáticos, nos casos dos sintomáticos, devemos evitar sobrecarga na região da coluna lombar, um exercício que pouca gente sabe mas que muito pressiona essa região é o leg press, em qualquer inclinação, então devemos preferir utilizarmos de exercícios de flexão de joelhos sentado e sem o apoio das costas na maquina, também podemos utilizar  o agachamento mas com muito critério. Nos casos assintomáticos, também devemos ter cuidados, mas já podemos utilizar o leg press, preferindo o 45° convergente, pois esse distribui melhor a carga nessa região. Devemos trabalhar a região abdominal e lombar em equilíbrio e alongar a região lombar, sempre com o aluno deitado com as costas no chão ou sentado, também podemos utilizar suspensões na barra, mas lembre-se que essas suspensões não podem ser seguidas de impacto, então quando o aluno não agüentar mais se segurar na barra esse deve descer da barra devagar sem se soltar, pois no caso dele se soltar pode ocorrer um aumento de pressão na coluna..


7-     Hérnia de disco toráxica: Rompimento do disco inter-vertebral da região toraxica causada, geralmente, por pressão vertical elevada ou quedas. Normalmente sintomática  Neste caso devemos evitar qualquer pressão que incomode, aqui vai depender muito de qual disco foi atingido, em cada região da coluna atingida o aluno terá sintomas em alguns exercícios, neste caso devemos experimentar os exercícios que não causem nenhum incomodo, mas é nenhum mesmo, qualquer desconforto por parte do aluno pode vir a aumentar o quadro dos sintomas. Devemos sempre trabalhar a região dorsal, de preferência com exercícios de puxador na frente e alongar a região toraxica, até com suspensões na barra.


8-     Hérnia de disco cervical: Rompimento de disco inter-vertebral na região cervical, causada geralmente por quedas ou posições prolongadas em que o pescoço fique parado em hiper-extensão ou flexão acentuada. Neste caso esqueça os exercícios de abdominal no chão , principalmente com as mãos na cabeça ou com renniar, prefira as maquinas de abdome. Não utilize qualquer exercício em que o aluno tenha que ficar com o pescoço flexionado como o puxador nuca ou o desenvolvimento na nuca.


9-     Geno recurvato: Hiper-extensão dos joelhos, causado por hipotonia da musculatura dos ísquios-tibiais e hipertonia do quadríceps, geralmente adquirido por hereditariedade ou esportes como ballet. Neste caso devemos trabalhar mais a região dos ísquios-tibiais e alongar muito o quadríceps.


10-Cardíacos: Problemas decorrentes do coração. Nestes casos devemos ter muita responsabilidade ao prescrever trabalho aeróbio, devido ao falso BPM apresentado por essas pessoas. Aqui devemos prescrever exercícios com pesos de baixa intensidade (descanso entre 1’30`` à 3`minutos) e se necessitar de trabalho aeróbio utilizar o BPM inferior da freqüência de trabalho oferecida pela avaliação física.


11-Hiper-tensos: Pressão arterial elevada devido à arteriosclerose ou hereditariedade. Neste caso devemos nos utilizar de trabalhos com pesos de baixa intensidade e baixo volume, entre 8 a 12 repetições, com intervalos longos, entre 1`30``  à  3`, com cargas baixas e movimentos não muito lentos.


12-Reumáticos: Enrijecimento das articulações, decorrentes de acumulo de cálcio ou de perda na produção de liquido sinovial. Neste caso devemos utilizarmos de amplitudes de movimentos reduzidas, no limite da dor do aluno, não se tem uma angulação exata de trabalho devido aos diferentes graus de reumatismo.


13-Hipo-tensos:Pressão arterial excessivamente baixa, podendo levar à náuseas e em casos muito graves, desmaios. Neste caso devemos aplicar sobrecargas progressivas e informar ao aluno que não venha para sua aula sem comer algum tipo de carboidrato p[elo menos 30 minutos antes do inicio de sua aula, se possível, treinar com repositor hidro-eletrolítico sempre à mão.


14-LER: Lesão por esforço repetitivo, tendinite crônica devido ao over-use da uma mesma porção corporal. Neste caso devemos sempre recomendar alongamentos entre as séries de exercícios, a sobrecarga utilizada depende de cada caso, não devemos chegar no limite da dor, e sim à sensibilidade por parte do aluno.


15-Tendinites: Inflamação no tendão. Neste caso devemos ter cuidado e saber o passado deste aluno, tendinites recorrentes podem indicar desequilíbrio muscular, tendinites agudas podem ser decorrentes de traumas e tendinites difusa pode ser decorrente de treinamento mal feito. Devemos sempre indicar alongamentos e treinar com exercícios que não provoquem dor  naquele tendão.


16-Adolescentes: Cuidado com a escolha dos exercícios e com a postura do aluno durante a execução de exercícios sentados com elevação da carga sobre a cabeça, neste caso deve-se respeitar as curvas da coluna do aluno e não “retificar” a coluna principalmente a região lombar. Outro cuidado é com a sobrecarga aplicada, aqui vai entra o bom senso do professor, nunca deixe o aluno menos provido de genética se comparar ao mais provido, escolha exercícios que mesmo sendo executados de forma inadequada não provoque danos à estrutura corporal do aluno.


17-Idosos: A sobrecarga vai depender do nível de treinamento do aluno, lembre-se que idade não é doença. No caso dos idosos, o mais recomendado é trabalharmos com repetições entre 6 e 10 com intervalos longos, de 2`ate’4` devido a recuperação sistêmica desses alunos serem mais lentas, a carga pode ser aplicada de forma progressiva e cuidado com exercícios que utilizem muito a coordenação inter-muscular.


18-Gestantes: mulheres esperando para dar a luz: Neste casão devemos levar em conta a fase da gestação, se for nos primeiros 3 meses de gestação, ela não poderá fazer nada de musculação nem elíptico somente esteira e com baixa intensidade, depois dos 3 meses iniciais, e com orientação medica, ela poderá retornar as suas atividades normais, nesta faze devemos enfatizar muito o trabalho de abdominais devido à essa musculatura já esta se alongando demasiadamente e perdendo seu tônus natural, e minimizar o trabalho de glúteos devido à posição da aluna em relação às maquinas e ao solo. No final da gestação as limitações ocorrerão devido ao volume abdominal.


19-Pos-natais: Mulheres que acabaram de dar à luz. Neste caso devemos seguir as orientações dos médicos em relação aos cuidados com alguns exercícios, mas se o parto for normal, a mulher poderá voltar às suas atividades normais assim que houver liberação medica, se o parto for através de cesariana os exercícios abdominais e exercícios que usem esse músculo como sinergista,  deverão ficar de fora da rotina dessa aluna pelo menos por 2 meses


20- Diabéticos: Portadores de uma falha na produção ou na assimilação pelos receptores de insulina. Neste caso vale lembrar que o diabético é uma pessoa quase saudável e não devemos carregar muito esse individuo com exercícios aeróbios, e com exercícios localizados devemos trabalhá-lo como uma pessoa normal, inclusive com intensidade elevada.


21-Artrite ou artrose: Artrite: inflamação das articulações, pode ser congênitas ou adquiridas por diversos fatores como traumas, alimentação ou idade, neste casa devemos no sutilizar de poucas repetições, no Maximo 10 e dar descanso longo, por volta de 1,30``, os ângulos dos movimento devem ser reduzidos  para no Maximo, 45 graus.Artrose: processo degenerativo das articulações, decorrentes de idade ou over-use da articulação envolvida, o tratamento é o mesmo da artrite


 

 
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